A minha nova casinha está ficando linda, quem já conheceu disse que é mto aconchegante :)
Agora falta comprar um sofá bem bonito, um tapete, uma mesinha para colocar na sala...
Bom, quando eu for tendo grana eu vou comprando...meio difícil tudo de uma vez, e ainda tenho o aluguel antigo para pagar...aiai
Só para deixar registrado aqui no blog, me mudei para o novo apê em Out/2009. Vamos ver até quando fico por aqui ;)
Quanto a minha casinha de dentro, da alma, do pensamento...ainda está uma bagunca sinceramente...às vezes pensamos tanto nas coisas externas que não paramos para melhorar e arrumar a coisa mais importante do mundo, que somos nós mesmos...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Mais de Lya Luft
Adoro essa escritora...Complementando um texto anterior que já postei por aqui.
¨Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer. ¨
¨Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer. ¨
Canção das mulheres - Lya Luft
¨Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher¨
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher¨
Casinha nova...
Daqui uns dias estarei mudando de casa...Contando com a Cell outro dia, será pela sétima vez (7 - número da sorte?) desde que saí da casa dos meus pais.
Mas dessa vez será para morar sozinha. Sei de gente que mora sozinha que adora de paixão e também quem reclame um pouco disso. Não sei. Só morando para saber.
Acho que umas das coisas legais é poder decorar do meu jeito. Outro dia fui à Tok Stok e tive vontade de levar tudo de lá! Ah se não fosse tudo tão caro...
Outras coisas legais: poder chegar em casa e colocar um som na sala, assistir o canal que quiser, convidar quem e quando eu quiser, fazer minha própria bagunca em qualquer canto da casa...
Falando assim parece que me dei mal dividindo a casa com as pessoas que morei. Pelo contrário, adorei todos os lugares e todas as pessoas com quem já morei (exceto a primeira...sem noção total).
E como tudo tem sua parte chata, acho que às vezes deve bater uma solidão, chegar em casa e ter alguém para conversar, jantar...
Essa é uma das coisas que mais sinto falta da casa dos meus pais, de sentar todo mundo à mesa, dar risada, fazer pipoca...Não tenho mais isso... Mas talvez seja por isso que gosto e dou tanto valor quando vou para lá.
Ai ai...Espero que eu goste muito, que seja um lugar agradável, que traga boas vibrações, uma experiência boa...É engraçado, como se fosse uma nova etapa da minha vida :)
Mas dessa vez será para morar sozinha. Sei de gente que mora sozinha que adora de paixão e também quem reclame um pouco disso. Não sei. Só morando para saber.
Acho que umas das coisas legais é poder decorar do meu jeito. Outro dia fui à Tok Stok e tive vontade de levar tudo de lá! Ah se não fosse tudo tão caro...
Outras coisas legais: poder chegar em casa e colocar um som na sala, assistir o canal que quiser, convidar quem e quando eu quiser, fazer minha própria bagunca em qualquer canto da casa...
Falando assim parece que me dei mal dividindo a casa com as pessoas que morei. Pelo contrário, adorei todos os lugares e todas as pessoas com quem já morei (exceto a primeira...sem noção total).
E como tudo tem sua parte chata, acho que às vezes deve bater uma solidão, chegar em casa e ter alguém para conversar, jantar...
Essa é uma das coisas que mais sinto falta da casa dos meus pais, de sentar todo mundo à mesa, dar risada, fazer pipoca...Não tenho mais isso... Mas talvez seja por isso que gosto e dou tanto valor quando vou para lá.
Ai ai...Espero que eu goste muito, que seja um lugar agradável, que traga boas vibrações, uma experiência boa...É engraçado, como se fosse uma nova etapa da minha vida :)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Pensar é transgredir
¨Quando menos se espera ele chega, o pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do trânsito, na frente da TV ou do computador. Simplesmente escovando os dentes.
Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, da lamúria, da hesitacão. Sem ter programado, a gente pára para pensar. É como espiar para um corredor com mil possibilidades. Cada porta uma escolha.
Muitas vão se abrir para um nada, outras para um jardim de promessas. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar, reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos esmaga.¨
Do livro que estou lendo: Pensar é Transgredir, da autora Lya Luft.
Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, da lamúria, da hesitacão. Sem ter programado, a gente pára para pensar. É como espiar para um corredor com mil possibilidades. Cada porta uma escolha.
Muitas vão se abrir para um nada, outras para um jardim de promessas. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar, reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos esmaga.¨
Do livro que estou lendo: Pensar é Transgredir, da autora Lya Luft.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Falando sobre propósito...sobre felicidade..
Outro dia estava discutindo sobre felicidade. Aqui vai uma tentativa de reprodução.
Acredito que felicidade é um estado de espírito, um estado de paz interior, de equilíbrio emocional. Nessa vida cotidiana vivemos sempre na defensiva, como se o outro estivesse sempre querendo nos dar uma rasteira. O problema é colocamos em cima de outro e de outras coisas a responsabilidade dela nossa felicidade. Nunca procuramos dentro de nós mesmos, ela está sempre do lado de fora.
É inerente a nós essa perseguição por ser feliz? Ou a vontade por trás disso é alcançar um estado mental tranquilo?
A busca pela felicidade é uma forma de fuga, de fugir dos problemas cotidianos e tentar resolvê-los no futuro. É incrível, a maioria pensa assim ¨Quando eu tiver a casa dos meus sonhos, serei feliz¨, ¨Quando estiver ganhando 10 mil de salário, então serei feliz¨. Essa ansiedade que temos é por causa das expectativas que projetamos. Só seremos felizes quando atingirmos nossos objetivos, esses muitas vezes impostos pela sociedade, como se isso garantisse um pote de ouro no final do arco-íris.
Acredito que nossa existência está ligada a um propósito maior, uma forma de nos melhorarmos como seres humanos e deixarmos uma contribuição para o mundo. Altruísmo demais? Vivemos em sociedade, não podemos nos isolar do mundo por mais que este nos machuque, e perder a chance de aprender e talvez ajudar alguém. Temos que aprender a lidar com os problemas conformes esses vão aparecendo.
É disso que a vida é constituída. Não seríamos felizes vivendo apenas no conforto, no marasmo, numa mar de calmaria onde nada acontece, sem desafios. Superar desafios é uma forma de crescer internamente. Mas saber fazer isso pensando no próprio crescimento, sem que seja uma forma de se exibir para os outros, não é tão simples.
Enfim, pessoalmente falando sinto que tenho muita coisa a aprender ainda. Essa vida é uma coisa louca. Será que eu viajo demais? Será que outras pessoas também têm crises existenciais de vez em quando? rs...
Acredito que felicidade é um estado de espírito, um estado de paz interior, de equilíbrio emocional. Nessa vida cotidiana vivemos sempre na defensiva, como se o outro estivesse sempre querendo nos dar uma rasteira. O problema é colocamos em cima de outro e de outras coisas a responsabilidade dela nossa felicidade. Nunca procuramos dentro de nós mesmos, ela está sempre do lado de fora.
É inerente a nós essa perseguição por ser feliz? Ou a vontade por trás disso é alcançar um estado mental tranquilo?
A busca pela felicidade é uma forma de fuga, de fugir dos problemas cotidianos e tentar resolvê-los no futuro. É incrível, a maioria pensa assim ¨Quando eu tiver a casa dos meus sonhos, serei feliz¨, ¨Quando estiver ganhando 10 mil de salário, então serei feliz¨. Essa ansiedade que temos é por causa das expectativas que projetamos. Só seremos felizes quando atingirmos nossos objetivos, esses muitas vezes impostos pela sociedade, como se isso garantisse um pote de ouro no final do arco-íris.
Acredito que nossa existência está ligada a um propósito maior, uma forma de nos melhorarmos como seres humanos e deixarmos uma contribuição para o mundo. Altruísmo demais? Vivemos em sociedade, não podemos nos isolar do mundo por mais que este nos machuque, e perder a chance de aprender e talvez ajudar alguém. Temos que aprender a lidar com os problemas conformes esses vão aparecendo.
É disso que a vida é constituída. Não seríamos felizes vivendo apenas no conforto, no marasmo, numa mar de calmaria onde nada acontece, sem desafios. Superar desafios é uma forma de crescer internamente. Mas saber fazer isso pensando no próprio crescimento, sem que seja uma forma de se exibir para os outros, não é tão simples.
Enfim, pessoalmente falando sinto que tenho muita coisa a aprender ainda. Essa vida é uma coisa louca. Será que eu viajo demais? Será que outras pessoas também têm crises existenciais de vez em quando? rs...
Adoção

Quando vejo imagens como essa fico emocionada.
Sempre tive o sonho de adotar uma criança, talvez seja um propósito de vida, sei lá. Pro futuro, claro. :)
Matéria da adoção feita pela atriz Katherine Heigl aqui.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
.
Happiness and sadness is just a matter of attitude.
¨At one stage, I thought I had pretty much figured out the whole God thing. I now realise how arrogant that was and how little I know. There was a time when I pursued society’s version of success. These days I’m more interested in my version. For a long time I chased happiness. Now I gratefully accept it. At one stage my life was full of problems. Now it’s full of lessons. For a while there I hated silence and solitude. Now I crave it. I thought that situations and other people created stress in my life. Now I know that I am the creator of stress. And calm.¨
The meaningless become meaningful. But only because we made it so.
Happiness and sadness is just a matter of attitude.
¨At one stage, I thought I had pretty much figured out the whole God thing. I now realise how arrogant that was and how little I know. There was a time when I pursued society’s version of success. These days I’m more interested in my version. For a long time I chased happiness. Now I gratefully accept it. At one stage my life was full of problems. Now it’s full of lessons. For a while there I hated silence and solitude. Now I crave it. I thought that situations and other people created stress in my life. Now I know that I am the creator of stress. And calm.¨
The meaningless become meaningful. But only because we made it so.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
"Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte,
tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram;
para aqueles que se machucam;
para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância
das pessoas que passam por suas vidas."
(Clarice Lispector )
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte,
tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram;
para aqueles que se machucam;
para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância
das pessoas que passam por suas vidas."
(Clarice Lispector )
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
¨A felicidade é proporcional ao risco que se corre. Quem se protege contra o sofrimento, protege-se contra a felicidade. Quem se torna invulnerável, torna sem sentido a existência. O homem feliz aceita ser vulnerável. O homem feliz aceita depender dos outros, mesmo pondo em risco sua própria felicidade. É a condição do amor e de todas as relações humanas, sem o que a vida não teria sentido."
(Jean Onimus)
Quanto tempo leva para passar a dor de uma falta, de uma saudade?
Quanto tempo leva para mudar o paradigma de um coração?
Quanto tempo leva para substituir um sentimento por outro?
Por mais que em certos momentos a gente queira pular etapas, evitar sofrimentos, pra mim eu sinto que é importante sentir, ¨sofrer¨ e então deixar passar...
E respeitar o tempo. No final eu sei que tudo acaba se resolvendo.
Quanto tempo leva para mudar o paradigma de um coração?
Quanto tempo leva para substituir um sentimento por outro?
Por mais que em certos momentos a gente queira pular etapas, evitar sofrimentos, pra mim eu sinto que é importante sentir, ¨sofrer¨ e então deixar passar...
E respeitar o tempo. No final eu sei que tudo acaba se resolvendo.
Livro
Livros na cabeceira:
- Crepúsculo (já li)
- Lua Nova (lendo)
- 7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes (estava para ler faz tempo já, mas tinha tanta cara de auto-ajuda que fiquei meio receosa...Mas um amigo meu leu e disse que gostou.Parece bom)
- Crepúsculo (já li)
- Lua Nova (lendo)
- 7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes (estava para ler faz tempo já, mas tinha tanta cara de auto-ajuda que fiquei meio receosa...Mas um amigo meu leu e disse que gostou.Parece bom)
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Ferreira Gullar: Resmungo teológico
FERREIRA GULLAR Resmungo teológico
FOLHA DE S PAULO
Relendo meu próprio artigo, perguntei-me: o que se ganha em negar a existência da alma? |
EMBORA DEFIRA DO biólogo Richard Dawkins que, nesta semana, na Flip, alardeou seu ateísmo, eu, em meio aos meus costumeiros resmungos, pus em dúvida aqui a existência da alma, chegando mesmo a lembrar que, em certa época remota, os gregos a designavam pela palavra "pneuma", que significa ar, sopro, ou seja, a respiração de quem está vivo. Nada mais que isso. Fiz essa afirmação, meses atrás, a propósito da excomunhão dos médicos que praticaram aborto numa menina, estuprada pelo padrasto. Como, para a Igreja Católica, a alma já está no momento da fecundação, praticar o aborto é matar um ser humano, dono de uma alma divina.
Afirmei, por isso, que, para ela, o que importa não é a vida e, sim, a alma, razão por que, durante a Inquisição, condenou à morte, na fogueira, milhares de pessoas, para salvar-lhes a alma.
Tem lógica mas, relendo o meu próprio artigo, perguntei-me: o que se ganha em negar a existência da alma? Pergunta essa que, feita por mim, pode surpreender o leitor.
É que me lembrei de que não foi a Igreja Católica quem inventou a alma. Os gregos, muito antes de Sócrates e talvez mesmo de Pitágoras, já a tinham inventado, sem falar nos egípcios, que acreditavam numa vida post mortem, mas com o corpo também e, por isso, faziam-se embalsamar. Os cultos órficos da Grécia pré-helênica fundavam-se na crença da transmigração das almas que, no além, poderiam ser premiadas ou punidas pelo que fizeram aqui em baixo. Inscrições descobertas em sepulturas daquela época contêm ensinamentos de como a alma do morto deveria se comportar para merecer a salvação.
Num desses textos, lê-se o seguinte: "Tu acharás, à esquerda da casa de Hades, uma fonte e, a seu lado, um cipreste branco. Dessa fonte, não te aproximarás, mas te depararás com uma outra, perto do lago da Memória. Diz: "eu sou filho da terra e do céu estrelado'". É que para eles, o corpo vinha da terra e a alma, do céu.
Essa visão do homem como ente, ao mesmo tempo, terrestre e celeste, irá ganhar consistência teórica na filosofia de Sócrates e, sobretudo, na de Platão. Pode-se supor que a admirável bravura e despreendimento daquele em face da morte, deve-se, de fato, à sua convicção de que, depois dela, havia outra vida e melhor.
Se Platão herda de Sócrates essa convicção, em sua teoria a existência da alma está essencialmente ligada à possibilidade do verdadeiro conhecimento. Para ele, o corpo era um fator que impedia de se conhecer a verdade, não facultada aos sentidos. Pelo contrário, na sua concepção, os sentidos nos iludem, induzindo-nos a uma visão imperfeita da realidade. Donde a conclusão de que, só depois que nos livramos do corpo, podemos apreender a verdadeira realidade da existência, a que apenas a nossa alma teria acesso.
Essa concepção platônica da alma influiu na visão do cristianismo e, consequentemente, na teologia da Igreja Católica.
Mas, até onde me é dado perceber, elas não são idênticas em todos os pontos, especialmente em um: enquanto na teoria platônica o que há de reprovável no corpo é sua incapacidade de apreender o verdadeiro conhecimento, na teologia católica, essa incapacidade se converte em pecado, isto é, o corpo, sujeito a desejos condenáveis, contamina a alma de pecados, que podem levá-la à perdição eterna. Nisto, a concepção católica parece mais próxima do orfismo que do platonismo, mais filosófico do que teológico.
Mas meu propósito aqui não é discutir essas questões e, sim, afirmar que, na dúvida de que a alma exista ou não, melhor será acreditar em sua existência do que negá-la, já que não há como provar uma coisa nem outra.
Negamos a alma porque somos herdeiros do progresso econômico e científico, que nos revelou a lógica material da natureza e da vida, e que é irretorquível. Não obstante, a própria ciência diz que não é capaz de responder a questões como esta: por que existe algo em vez de nada? Assim, o enigma da existência continua sem resposta.
Não fui eu mesmo quem disse que o homem inventou Deus para que este o criasse? Ele o inventou porque não quer ser igual a um simples animal, nascido da natureza, condenado a acabar para sempre. Se sou filho de Deus, tenho uma alma divina que me torna imortal. E é isso, essa capacidade de inventar-se, que nos distingue dos outros animais. Filho de Deus mesmo ou inventado por si mesmo, a verdade é que o homem necessita da transcendência e aspira à eternidade. Por isso, precisa da alma, uma vez que o corpo, após a morte, virá pó.
Pessoal, este papo está brabo demais! Vamos mudar de assunto?
Tarô eletrônico??
Confiram aí: http://www.taroterapia.com.br/arcano/arcano.html

12 - O PENDURADO
Palavras-Chave:
Sacrifício e Abnegação
Acontecimento marcante a nível psicológico aos 12 anos de idade;
Espírito dedicado;
Não pode se apegar a nada, pois corre o risco de perder;
Desapego material;
Renúncias pessoais;
Muito carente emocionalmente;
Não se deixe escravizar pelos outros;
Expectativas;
Redenção;
Cuidado para não cair no complexo de vítima;
Carinho e cuidado;
Insatisfação com as coisas;
Precisa superar seus limites pessoais;
Apreensão ou aperto;
Espiritualismo intenso;
Precisa ser + prático(a);
Necessidade de ser realista e objetiva;
Sensibilidade quanto a dor do outro;
Evite a acomodação;
Êxtase através de experiências espirituais;
Insegurança ou instabilidade;
Não se martirize;
Não faça do parceiro o seu DEUS ou HERÓI;
Intuição aguçada;
Vê as coisas por outro ângulo;
Evite a estagnação;
Produza criando;
Caridade e doação;
Oportunidade de superar seus karmas negativos nessa Vida;
Debilidade orgânica;
Cuidado com a dependência emocional;
Medo dos infortúnios ou fatalidade;
Compreensão;
Presa emocionalmente ao passado;
Ligada à família ou raízes;
Busca interior ou pelo transcendental;
Reflexão;
Não espere as coisas acontecerem: vá à luta;
Saiba ajudar quem se ajuda;
Dó de pessoas carentes, desprotegidas ou animais abandonados;
Vença as fases de depressão trabalhando;
Receio de falhar;
Timidez;
Atenção às pernas, sist. imunológico, pulmões, circulação, ovários;
Precisa dirigir sua vontade;
Aceitação.
Seu Arcano Pessoal é:
12 - O PENDURADO
Palavras-Chave:
Sacrifício e Abnegação
O poder das afirmações positivas
|
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