sexta-feira, 18 de junho de 2010
Guia
Nunca perca a vontade
que chegue logo o fim de semana
Dê valor a cada segundo
com aqueles que você ama
Durma tarde e acorde cedo
e de um só pulo saia da cama
Ame o outro como a si mesmo
e desvalorize dinheiro e fama
Trate bem o corpo e a mente
e respeite a sua vida
Coma o suficiente para viver
e não viva para a comida
Escolha bem as amizades
e se guarneça para a lida
Se divirta o mais que possa
mas sem vício e recaída
Seja grato ao que lhe dão
Saiba ver com os olhos dos outros
Seja otimista ao encarar a vida
Tome decisões com o coração
Mantenha a consciência limpa
E, a cada dia da sua existência,
aprenda algo e melhore em algum aspecto
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Brazil International Kung Fu Championship 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Os mistérios da rotina: uma análise do conto "A Auto-Estrada do Sul"
Os pequenos grandes problemas do cotidiano ocupam todo o nosso tempo. Horários a cumprir, contas a pagar, compras a fazer. A rotina diária nos preenche mesmo que não percebamos, e naturalmente passamos a realizar as coisas automaticamente, sem pensar: o ato de efetuar um saque em um caixa eletrônico ou retirar mensagens no mailbox torna-se tão banal quanto beber um copo d'água. A rotina nos conforta mas ao mesmo tempo há um quê de mecanização nos gestos e atitudes que tomamos.
As relações humanas também se ressentem dessa pressa constante do dia-a-dia nas grandes metrópoles. Nossos amigos e contatos, muitas vezes, restringem-se aos grupos com os quais convivemos diariamente: o trabalho, a faculdade, a família. Quantos de nós ainda alimentam as amizades cultivadas no primário? Quantos ainda mantém contato com ex-colegas de um antigo emprego? Nas grandes cidades o tempo torna-se mais relativo ainda: filas e congestionamentos fazem com que todos tenham pressa; as multidões andam a passos apressados, sem saber o porquê. Como na canção da Paulinho da Viola, "Sinal Fechado", as nossas relações acabam se limitando a um "olá, tudo bem?", ou um "prometo que um dia desses te ligo". Contudo, este dia sempre está sendo adiado. Afinal de contas, temos muito o que fazer.
"A Auto-Estrada do Sul", primeiro conto do livro Todos os Fogos o Fogo, cuja primeira edição foi lançada em 1966, é um relato típico na obra de Julio Cortázar, que busca a redescoberta do sentido humano, perdido em mundo contraditório, caótico, perturbador.
A ação começa em um terreno bastante conhecido por qualquer paulistano, principalmente aquele que se arrisca a viajar para a praia em feriado prolongado: um congestionamento na auto-estrada do sul, que leva a Paris. Tal ocorrência faz com que um grupo bastante heterogêneo de pessoas, que jamais se conheceria em outras circunstâncias, seja obrigado a se relacionar. Elaborei um esquema destes personagens de acordo com a localização espacial de seus carros:
Turista de Washington do De Soto Casal de velhos do ID Citroen roxo Senhora do Beaulieu Fiat 600 2HP "Taunus" (líder), seu amigo e o menino com o automóvel de brinquedo Dois rapazotes do Simca Casal camponês do Ariane (almoxarifado geral) Passageiro do DKW Moça do Dauphine Engenheiro do Peugeot 404 (vagão-leito/carro-ambulância) Duas freiras do 2HP (depósito suplementar) Motorista indignado do Floride Casal do Peugeot 203 e sua filha Homem pálido e solitário do Caravelle Soldado e moça "recém-casados" do Volkswagen O conto jamais revelará qual o motivo que causou o congestionamento-monstro que durará dias a fio, mas isso não possui a menor importância na história. Cortázar, ao lançar seus personagens nessa situação, pretende discutir como as relações humanas se tornaram tão fugidias, tão frágeis no mundo desumanizado das grandes metrópoles.
Na situação fantástica do conto, o tempo, tal como o conhecemos na contexto apressado dos centros capitalistas, perde todo o seu sentido: "qualquer pessoa podia olhar no relógio, mas era como se esse tempo, amarrado ao pulso direito ou ao bip bip do rádio, medisse outra coisa fora do tempo" 1.
A situação obrigará as pessoas a se conhecerem. O personagem principal do conto, o "engenheiro do Peugeot 404", trava contato com o pequeno microcosmos à sua volta: a moça do Dauphine, os rapazes do Simca, o casal de velhos do ID Citroen roxo, as freiras do HP, o Volkswagen do soldado e sua companheira, etc. Pouco a pouco estas pessoas, ao se conscientizarem de que a situação pelo qual estão passando não será tão passageira quanto imaginavam, sentirão a "sensação contraditória de enclausuramento em plena selva de máquinas concebidas para correr"2.
Forma-se então um novo grupo social que não tardará a elaborar uma série de regras de convívio. Afinal de contas, as pessoas estão acostumadas ao convívio em uma sociedade regida por leis, e possuem a necessidade de alguém que assuma um papel de liderança no grupo: escolhem um dos homens do Taunus. O conto, aliás, deixa bem claro que essa forma de organização se repetirá ao longo de todo o congestionamento: cada pequena aglomeração de carros elegerá um chefe. Mesmo em uma situação-limite como esta, os homens repetem as formas de organização a que já estão acostumados.
A vida continua, apesar dos incômodos e das privações. Carros tornam-se lares, e os personagens convivem como se fossem vizinhos de um condomínio: "os meninos do Taunus e do 203 tinham ficado amigos, depois brigaram mas logo se reconciliaram; seus pais se visitavam, e a moça do Dauphine ia de vez em quando ver como estavam passando a velha do ID e a senhora do Baulieu" 3. O Peugeot 404 do engenheiro será improvisado como um "vagão-leito" para os mais velhos. O Ariane do casal de camponeses se transformará em um "almoxarifado geral".
Mas nem todos mostrarão possuir a mesma capacidade de adaptação às circunstâncias: o motorista do Floride abandonará seu carro. Segue-se o suicídio do homem do Caravelle, ainda que o motivo seja o fim do relacionamento com "uma tal Yvette" 4, que o deixara em Vierzon. A solução é prática: o cadáver é deixado dentro do porta-malas do carro, e designa-se um dos rapazes do Simca para conduzir o Caravelle durante os poucos e parcos avanços do congestionamento.
Os moradores da região tratam os motoristas como forasteiros indesejados no local: "em plena noite, alguém jogou uma foice que bateu no teto do DKW" 5. Sabem que aqueles são homens da cidade que pertencem a um mundo completamente diverso do deles. Cortázar não alimenta ilusões a la Blade Runner: diferentemente do final do filme, o campo jamais é representado como uma ilha idílica e receptiva à fuga dos problemas urbanos. Estranhos são tratados como estranhos. Para se abastecer, os motoristas são obrigados a recorrer a intermediários: "o Ford Mercury e um Porsche apareceram todas as noites para traficar com víveres". 6
Esta última frase é o exemplo perfeito do uso que Cortázar faz das metonímias para nomear os personagens do conto. Ninguém é conhecido pelo seu verdadeiro nome. Mesmo que inconscientemente, todos sabem que os dias de convívio na auto-estrada do sul não passam de relacionamentos passageiros; como pessoas que se encontram no elevador ou em algum emprego temporário.
É o que acontece no relacionamento entre o engenheiro do Peugeot 404 e a moça do Dauphine, que acaba por engravidar. O engenheiro chega a alimentar a ilusão de que a relação tornar-se-ia duradoura, e "a idéia de ter um filho dela acabou por parecer-lhe tão natural quanto a distribuição noturna dos mantimentos ou as viagens furtivas até a beira da auto-estrada". 7 Homens adaptam-se facilmente a novas rotinas, e até mesmo a morte no meio do congestionamento é encarada com naturalidade: "tampouco a morte da velha do ID a ninguém podia surpreender". 8
Mas quando todos parecem estar acostumados à nova realidade, eis que as coisas se modificam: "ouviram o tumulto, algo como um pesado mas incontrastável movimento migratório que acordava de um interminável torpor e experimentava suas forças". 9 Cortázar parece querer nos dizer que não existe estabilidade duradoura na vida. Por mais confortável que as coisas pareçam estar, há sempre um elemento de mágico ou de inesperado na vida. A rotina é uma armadilha. Em vários sentidos.
Os carros põem-se em marcha cada vez mais acelerada. No princípio, o Peugeot 404 e o Dauphine correm lado a lado, mas paulatinamente o desencontro entre as diversas pistas paralelas da auto-estrada faz com que os carros afastem-se mais e mais. Logo chega uma hora em que o engenheiro não reconhece nenhum automóvel ao seu lado. "O 404 havia esperado ainda que o avanço e o recuo das filas lhe permitissem chegar novamente até o Dauphine, mas cada minuto o persuadia de que era inútil, de que o grupo se dissolvera irrevogavelmente, de que já não voltariam a repetir-se os encontros de rotina, os rituais mínimos, os conselhos de guerra no automóvel de Taunus, as carícias de Dauphine na paz da madrugada" 10.
À semelhança do soneto de Baudelaire, "A Uma Passante", a frieza das multidões faz com que um possível amor se dilua frente à imensidão das grandes cidades: "[...] fugitiva beldade/De um olhar que me fez nascer segunda vez,/Não mais hei de te rever senão na eternidade?/Longe daqui! tarde demais! nunca talvez!/Pois de ti já me fui, não sei que fim levaste,/Tu que eu teria amado, ó tu que o adivinhaste!" 11 O engenheiro deixou seu casaco de couro no Volkswagen do soldado. Um vidro de lavanda, no 2HP das freiras. Dauphine lhe deixou um ursinho de veludo no carro. Como rastros, lembranças que carregamos em nossa memória, mas que um dia vão embora. No entanto, a moça da Dauphine traz dentro de si um fruto daqueles dias na estrada; como disse Joyce, "o passado jamais passa".
Cortázar encerra o conto escrevendo: "[...] e se corria a oitenta quilômetros por hora em direção às luzes que cresciam pouco a pouco, sem que já se soubesse bem para que tanta pressa, porque essa correria na noite entre automóveis desconhecidos onde ninguém sabia nada sobre os outros, onde todos olhavam fixamente para a frente, exclusivamente para a frente". 12
O conto é uma crítica a este mundo no qual as relações, à semelhança da sociedade consumista e descartável em que vivemos, tornam-se cada vez mais passageiras. É um processo mesmo de "coisificação", como se homens se transformassem em objetos como carros. Uma sociedade na qual queimar índios ou fechar vidros para pedintes na rua torna-se um ato aceitável, facilitado pelo fato de evitarmos dar personalidades, almas a estas pessoas.
Além disso, é um ataque à aceitação passiva da rotina mecanizada em que vivemos. Em outra obra, Histórias de Cronópios e Famas, há uma parte em que Cortázar escreveu "manuais de instrução" para vários atos que repetimos constante e naturalmente: chorar, matar formigas, dar corda no relógio, subir escadas. Porque necessitamos reaprender o mundo - fazemos coisas de modo tão automático, tão "maquinizado" que já se esvaziaram de todo sentido.
A respeito da rotina, escreve Cortázar: "quando abrir a porta e assomar à escada, saberei que lá embaixo começa a rua; não a norma já aceita, não as coisas já conhecidas, não o hotel em frente; a rua, a floresta viva onde cada instante pode jogar-se em cima de mim como uma magnólia, onde os rostos vão nascer quando eu os olhar, quando avançar mais um pouco, quando me arrebentar todo com os cotovelos e as pestanas e as unhas contra a porta do tijolo de cristal, e arriscar minha vida enquanto avanço passo a passo para ir comprar o jornal na esquina" 13. Como disse Garcia Lorca: "só o mistério nos faz viver".
1. CORTÁZAR, Julio. Todos os Fogos o Fogo. Tradução de Gloria Rodriguez. Civilização Brasileira, São Paulo, 5a. ed., p. 3.
2. Op. cit., p. 4.
3. Op. cit., p. 14.
4. Op. cit., p. 18.
5. Op. cit., p. 20.
6. Op. cit., p. 22.
7. Op. cit., p. 23.
8. Op. cit., p. 23.
9. Op. cit., p. 24.
10. Op. cit., p. 26.
11. BAUDELAIRE, Charles. "A Uma Passante", in Flores das "Flores do Mal". Tradução de Guilherme de Almeida. Ediouro, São Paulo.
12. Op. cit., pp. 27-28.
13. CORTÁZAR, Julio. Histórias de Cronópios e Famas. Tradução de Gloria Rodriguez. Civilização Brasileira, São Paulo, 1994, 5a. ed. pp 4-5.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Pão com manteiga
Conta a história que um casal tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata.
A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. Ela pensou: "Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida".
Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse: "Muito obrigado por este presente, meu amor... Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!"
Moral da história:
1. Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe...
2. Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você...
3. Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.
4. Esse texto pode ser aplicado não só pra relacionamento entre casais, mas também para pais/filhos, amigos e mesmo no trabalho.
PS: Tão simples como um pão com manteiga!
domingo, 18 de abril de 2010
Vinicius de Moraes
Vinicius de Moraes
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
sábado, 17 de abril de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Quote from Letters to a Young Poet
element we most accord with, and we have, moreover, through
thousands of years of adaptation, come to resemble this life so greatly
that when we hold still, through a fortunate mimicry we can hardly be
differentiated from everything around us.
We have no reason to harbor any mistrust against our world, for it is not against us. If it has terrors, they are our terrors; if it has abysses, these abysses belong to us; if there
are dangers, we must try to love them. And if only we arrange our life in
accordance with the principle which tells us that we must always trust
in the difficult, then what now appears to us as the most alien will
become our most intimate and trusted experience.
How could we forget those ancient myths that stand at the beginning of all races, the myths
about dragons that at the last moment are transformed into princesses?
Perhaps all the dragons in our lives are princesses who are only waiting
to see us act, just once, with beauty and courage.
Perhaps everything that frightens us is, in its deepest essence, something helpless that
wants our love.¨
Rilke
quinta-feira, 4 de março de 2010
Montes Claros - Unidade Imaginária
(Mariana Volker/Valentina Zanini)
Eu espero que você fique bem
E que consiga o que tentar conquistar
Que você tenha bons motivos para rir
E um ombro para se precisar chorar
Espero que você entenda o que eu fiz
E como e porque a nossa vida mudou
E que você possa também ser feliz
Mesmo em frente de tudo que acabou
Se te disserem que nada é para sempre,
Saiba sempre que o amor é para sempre
Se te disserem que nada é para sempre
Saiba sempre que o amor
É para sempre.
Eu escolhi meu caminho sem você
Mas me afastar não quer dizer que esqueci
É que seguir sem mudar ou crescer,
É o mesmo que não ter pra onde ir...
E eu penso em você todos os dias
E rezo para ferida virar cicatriz,
Mas não tem como dizer que eu não queria
Que a gente tivesse um final mais feliz
Se te disserem que nada é para sempre,
Saiba sempre que o amor é para sempre.
Se te disserem que nada é para sempre,
Saiba sempre que eu te amo para sempre.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Dreaming with a broken heart - John Mayer
The wakin' up is the hardest part
you roll outta bed and down on your knees
and, for a moment, you can hardly breath
wondering "was she really here?"
"is she standing in my room?"
no she's not, cuz she's gone
gone gone gone gone gone
When you're dreamin with a broken heart
The givin up is the hardest part
she takes you in with her cryin eyes
then all at once you have to say goodbye
wondering "could you stay my love?"
will you wake up by my side
no she can't, cuz she's gone
gone gone gone gone gone
Now do i have to fall asleep with roses in my hand
do i have to fall asleep with roses in my hand
do i have to fall asleep with roses in my hand
do i have to fall asleep with roses in my, roses in my hand
baby would you get them if i did
no you wont, cuz you're gone
gone gone gone gone gone
When you're dreamin with a broken heart
the wakin up is the hardest part
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Viver despenteia
Aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,
por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...
O mundo é louco, definitivamente louco...
O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia...
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar à pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível...
Então, como sempre, cada vez que nos vejamos
eu vou estar com o cabelo bagunçado...
mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.
Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,
toda arrumada por dentro e por fora.
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça,
coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria...
e talvez deveria seguir as instruções, mas
quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita
eu tenha que me sentir bonita...
A pessoa mais bonita que posso ser!
O único, o que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:
Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável!
Admire a paisagem, aproveite,
e acima de tudo, deixa a vida te despentear!
O pior que pode acontecer é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo..